MANAUS - O Grupo Raio da Polícia Militar do Amazonas ganhou reforço para combater a criminalidade no policiamento ostensivo e nas operações especiais no Estado. As armas não-letais, já utilizadas em grandes capitais brasileiras, foram agregadas às atividades em Manaus e no interior há cerca de um ano.
O taser é uma delas. Uma espécie de pistola de choque, que funciona com pilhas recarregáveis ou alcalinas e pode efetuar cerca de cem disparos. Ela é utilizada para garantir a segurança onde exista grande concentração de público ou em operações especiais como resgate de reféns.
De acordo com o capitão do Grupo Raio, Alysson Lima, ao disparar o taser, dois dardos são lançados em direção ao alvo. Eles podem perfurar até cinco centímetros da pele do tronco de uma pessoa. Segundo ele, os dardos não chegam a perfurar os órgãos internos e nunca são disparados no rosto.
Lima explica que o taser emite uma descarga elétrica de cinco segundos de 50 mil walts e o efeito é automático. “O alvo perde os sentidos e é imobilizado”, destaca.
O equipamento possui todos os detalhes de uma arma de fogo, como laser e travas. Por isso, durante a ação, o policial toma as mesmas medidas de segurança como se tivesse manuseando um armamento letal.
No Amazonas, 90% dos policiais estão habilitados a manusear o taser. De acordo com o capitão do Grupo Raio, Alysson Lima, no interior do Estado, a arma não letal é utilizada somente em grandes eventos. Os municípios de Parintins e Manacapuru são as localidades que já contam com o serviço. (AL)