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Patrimônio - Vigilantes roubavam caixas eletrônicos


12/07/08

Vigilantes e ladrões de banco -  Uniformizados, eles roubavam os caixas eletrônicos com cópia das chaves.

Rio - Nove vigilantes de carros-forte foram presos ontem pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) acusados de furtar cerca de R$ 1,2 milhão em sete ações no Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí em um ano. A quadrilha seria uma espécie de 'filial' de um bando de São Paulo, que já atua há três anos e está ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os vigilantes trabalhavam para a empresa de transporte de valores Trans-Expert e tinham acesso às chaves e às senhas dos caixas eletrônicos do Unibanco e da rede 24 horas, que eram abastecidos por eles. O grupo colocava uma folha de papel sobre as chaves e, com a ajuda de um lápis, fazia uma espécie de relevo que servia como molde. Depois, um chaveiro, integrante do bando, fazia cópia das chaves.

Segundo o delegado Fábio Corsino, os bandidos escolhiam só os caixas eletrônicos fora de agências. Despreocupados, usavam apenas boné para esconder o rosto, mas agiam com o uniforme de trabalho. Suas imagens foram captadas por câmeras do circuito interno.

Os presos são: Carlos Alberto Carneiro de Souza, Ari de Carvalho Souza, Anderson de Andrade Lima, Célio Alves Bahia, José de Araújo Rocha, Márcio Nascimento de Assis, Nelson Uchôa Lima, Reinaldo Corrêa e Wilson Burque Filho.

TÉCNICA 'IMPORTADA'

Quatro integrantes da quadrilha que estariam em São Paulo seriam os mentores dos assaltos e os detentores da técnica de copiar as chaves dos equipamentos. Essa modalidade de roubo de caixas eletrônicos é prática comum dos integrantes do PCC.

Foram eles quem trouxeram ao Rio o golpe chamado 'chupa-cabra': dispositivo instalado na parte do caixa por onde entra o cartão copia os dados usados no equipamento, como números e senha para produzir um cartão clonado. Além do chaveiro, o líder do bando também vive no estado vizinho. Ele é o responsável pela partilha do dinheiro.

A polícia ainda investiga suposta conivência de outros funcionários da Trans-Expert. "Eles sabiam das ordens de abastecimento das máquinas", explicou o delegado Fábio Corsino.



Fonte: O Dia


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