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Acid. Trabalho - Materiais biológicos causam maioria dos acidentes de trabalho no DF


06/01/20

 Análise feita pelo (M)Dados mostra que a exposição com risco de contaminação está entre as principais notificações registradas na capital

 
A exposição a materiais biológicos é a causa da maioria dos acidentes de trabalho registrados no Distrito Federal. De acordo com informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, analisadas pelo (M)Dados, 54,19% dos casos da capital da República se dão por esse motivo. A segunda maior incidência é dos chamados acidentes graves, com 26,45%.
 
Entre os tipos de exposição a materiais biológicos, o principal problema está no descarte inadequado de objetos perfurocortantes (16,82%), seja em sacos de lixo ou em locais como bancadas, camas e no chão. Atividades clínicas também estão entre as causas, com ocorrências em procedimentos cirúrgicos (8,28%), odontológicos (6,57%) e administração de medicação endovenosa (8,02%).
 
A maioria das vítimas (40,17%) está empregada na iniciativa privada, enquanto 29,04% são servidores públicos. Mas o que chama atenção é que 74,59% das pessoas que sofreram algum tipo de exposição são mulheres. O período analisado vai de 2016 a 2018.
 
Esse dado vai ao encontro das Comunicações de Acidente de Trabalho (CATs) registradas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No primeiro semestre de 2019, houve 2.033 notificações no Distrito Federal.
 
Os números apontam que algumas categorias sofrem muito mais acidentes do que outras no DF. Técnicos de enfermagem lideram o ranking, com 228 ocorrências, seguidos por coletores de lixo (116).
 
Graves
A segunda maior causa de acidentes de trabalho no DF nesses três anos é a que tem o maior número de mortes. Das 1.050 notificações feitas no Sinan, foram registradas os óbitos de 20 pessoas.
 
A principal incidência é de acidentes de moto, com 23,05% dos casos. Nesse ponto, são considerados os acidentes ocorridos no trajeto entre casa e trabalho, que correspondem a 43,05% do total.
 
Já no ambiente de trabalho, as quedas vitimaram 9,33%, ou seja, 98 pessoas no Distrito Federal. As regiões do corpo mais atingidas são as pernas (30%), os braços (26,67%) e as mãos (15,81%).
 
Quase todos os envolvidos são empregados da iniciativa privada ou autônomos (81%). Nos acidentes graves, as estatísticas sobre gênero se invertem, sendo 86,95% das vítimas do sexo masculino.
 
Imprudência
Segundo o presidente do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho (Sintes) do DF, Wilton Cardoso de Araújo, os acidentes acontecem por uma soma de fatores. “Geralmente envolve a negligência do empregador e a imprudência do trabalhador, com a imperícia, muitas vezes, de atuar fora da área de conhecimento técnico”, diz.
 
Wilton destaca que a queda de altura continua sendo a maior causa de mortes na construção civil. Só em 2019, foram seis casos fatais acompanhados pela entidade. “Estamos falando de acidentes notificados. Infelizmente, existem empresas que suprimem as ocorrências”, conta.
 
O sindicalista, no entanto, acredita que essa realidade vai melhorar. Ele aponta a recente aprovação da Lei do Abril Verde e a instalação de uma frente parlamentar sobre o tema na Câmara Legislativa (CLDF) como elementos de promoção de políticas e campanhas de prevenção.
 
O que diz a lei
Em casos de acidente de trabalho, os empregados podem ter acesso a uma série de benefícios previdenciários. O Instituto Nacional de Seguro Social define, por meio de perícia médica, se o trabalhador receberá auxílio-doença, auxílio-acidente ou mesmo aposentadoria por invalidez. No caso de acidente fatal, os dependentes têm direito à pensão por morte.
 
O trabalhador acidentado, segurado do INSS, deve informar à Previdência Social que sofreu acidente no local de trabalho, no trajeto do trabalho ou que tem alguma doença advinda das condições laborais e comprovar que, após 15 dias de afastamento, permanece temporariamente incapacitado de exercer sua função.
 


Fonte: Metrópoles


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