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Números - Acidentes de trabalho causaram quatro mortes por ano em Petrópolis


04/12/19

 28 pessoas morreram em serviço nos últimos sete anos

 
A queda de um homem de 47 anos de um andaime, em uma obra que está sendo realizada no Centro, acendeu o alerta para um assunto ainda pouco comentado e que, entre 2012 e 2018, matou 16.455 pessoas e causou um gasto de R$ 79 bilhões aos cofres públicos no Brasil: os acidentes de trabalho. Um levantamento, realizado pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, aponta que, em Petrópolis, no período de sete anos (2011-2017) foram registrados 6.762 acidentes e 28 mortes.
 
O artigo 19 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, considera "acidente do trabalho" aquele que ocorre pelo exercício da função a serviço da empresa ou do empregador doméstico, e provoca lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter temporário ou permanente.
 
A Organização Internacional do Trabalho (OIT), informou que acontecem, anualmente, 270 milhões de acidentes de trabalho no mundo, e que aproximadamente 2,2 milhões deles resultam em óbitos.
 
No Brasil, são 1,3 milhões de casos anuais, tendo como principais causas o descumprimento de normas básicas de proteção aos trabalhadores e más condições nos ambientes e processos de trabalho. Isso coloca a nação como a quarta do mundo com mais mortes: a média é de 2.503 por ano. Os três primeiros são China (14.924/ano), Estados Unidos (5.764/ano) e Rússia (3.090 anuais).
 
Também no país, foram registrados 4,5 milhões de acidentes de trabalho entre os anos e 2012 e 2018, fazendo com que 351,7 milhões dias de trabalho fossem perdidos, o que representa cerca de 963 mil anos. O maior números de mortes são registrados nas funções que envolvem Transporte, Armazenagem e Comunicações.
 
Quase mil acidentes por ano em Petrópolis
 
Acidentes de trabalho matam, em Petrópolis, uma média de quatro pessoas por ano, analisando os números de 2011 e 2017 (quando o último levantamento foi divulgado). No período, 28 pessoas morreram e 6.762 acidentes foram registrados, totalizando uma média anual de 970 registros. Entretanto, o total de ocorrências e mortes em 2017 foi 12,1% e 25% menores do que as médias: 852 e três, respectivamente.
 
Os técnicos de segurança do trabalho da Firjan/Sesi Petrópolis, Rafael de Souza e Simão Negri, em entrevista ao Diário, destacaram que é essencial cumprir as normas trabalhistas.
 
- Quando o profissional vai trabalhar com algo relacionado à altura, independente da função, ele precisa ser treinado e habilitado. São necessários itens de segurança como guarda-corpo, estrutura fixa (que não seja o andaime), linha devida, entre outras normas - disse Rafael.
 
- É importante que os profissionais saibam o que é necessário e exijam seus direitos. Muitas vezes, os funcionários ficam com medo de retaliação, de ficarem sem emprego, o que pode permitir uma omissão por parte do empregador. Isso gera perdas de tempo, de recursos e a pior delas, a perda de vidas - completou Simão.
 
Além do caso registrado no Centro esta semana, quando um homem caiu de um andaime de uma obra, outros dois sofreram acidentes parecidos e um caiu de uma árvore enquanto a cortava.
 
No dia 8 deste mês, um homem de 38 anos caiu de uma altura de quatro metros, enquanto cortava galhos de uma árvore na Rua José Almeida Amado, no Caxambu, mas não se feriu gravemente.
 
Em maio, no dia 17, um outro homem, de 46 anos, caiu de um andaime de uma obra na Estrada União e Indústria, altura de Itaipava. Ele foi levado ao Hospital Nelson de Sá Earp lúcido e sem ferimentos graves.
 
Já no dia 21 de agosto, um terceiro homen, este de 58 anos, sofreu um acidente em uma obra na Rua Bingen, e ficou gravemente ferido após cair de um andaime. Ele foi levado ao Hospital Santa Teresa, onde ficou internado, mas seu estado de saúde não foi informado posteriormente.
 
Entre 2011 e 2017, o campeão nos índices foi 2014, com 1.095 acidentes, seguido por 2016, com 1.048. O ano com menos casos foi 2017. A divulgação dos casos é realizada por meio de uma plataforma da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, que divulga, também, um estudo mais amplo sobre cada caso.
 
As estatísticas são divididas em duas categorias amplas, que indicam se o caso foi registrado ou não (por meio de uma Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT), e entre três subcategorias (dentro dos acidentes que foram registrados no INSS).
 
As subcategorias se dividem entre Acidentes de Trajeto, que são aqueles ocorridos no caminho entre a residência do funcionário e o local de serviço e vice-versa ou de local para refeição; Doenças do Trabalho, desencadeadas pelo exercício do trabalho peculiar a determinado ramo de trabalho; e Acidentes Típicos, decorrentes da característica da atividade profissional desempenhada.
 


Fonte: Diário de Petrópolis


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