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SST - Além de vidros e agulhas, coletores sofrem com ataques de cães; casos crescem 66% em Campo Grande


07/09/19

 Problema também atinge carteiros e leituristas de luz e água. Para prevenir novos casos, concessionárias realizaram treinamentos com os trabalhadores.

 
Não bastasse o perigo ao manipular lixo doméstico, encontrando, em muitos casos vidros e agulhas mal armazenados, coletores ainda sofrem com mordidas de cães. No primeiro semestre deste ano, segundo a concessionária responsável pela coleta do lixo (Solurb), em Campo Grande, foram 10 profissionais feridos. O número é 66% maior que em 2018, quando houve o acidente com 6 coletores. O problema também atinge carteiros e leituristas de luz e água.
 
O coletor Sérgio Nogueira Soares, de 26 anos, conta que foi mordido por um animal da raça rottweiler, neste mês de agosto. "Eu já estava na parte final do meu setor fazendo a coleta, quando um menino abriu o portão e o cachorro escapou. Ele mordeu a minha bunda, rasgou a calça e eu atropelei a lixeira na correria. A minha sorte é que o meu colega viu e jogou uma pedra na direção dele", contou ao G1.
 
Segundo Nogueira, foi necessário chamar um supervisor da concessionária para atendê-lo. "Acho que não machucou tanto porque o meu colega ajudou. Agora só tenho a calça rasgada de lembrança. As pessoas geralmente sabem os dias da semana em que passamos e elas poderiam deixar o animal preso", comentou.
 
Fabiano Soares Franco, de 36 anos, é quem ajudou o colega. Com 14 anos de experiência na área, ele conta que também foi mordido por um cachorro. "No meu caso, foi até uma situação inusitada. Eu cheguei perto da lixeira e o animal se aproximou tranquilo. Depois, ele veio e mordeu na minha bunda também. Ele era de porte médio e eu saí correndo. Tomei a vacina antirrábica e agora me afasto mais para pegar na lixeira", relembrou.
 
O trabalhador conta que já passou por um treinamento. "O animal sente a necessidade de proteger. Ele acha que é o dono do dono. É o dono da casa. Então, quando manipulamos o lixo, nosso cheiro fica ali e ele acha que estamos pegando algo dele. Eu soube disso por um técnico do CCZ [Centro de Controle de Zoonoses] e até por isso tomo mais cuidado. O certo mesmo é deixá-los preso quando a gente está passando", argumentou.
 
No caso do carteiro Michel Maciel da Silva, de 37 anos, que circula pelas ruas da cidade há 6 anos, a mordida de um cão lhe causou apenas arranhões. "Eu fui ao médico para garantir que não tive nada mais grave mesmo. Era um animal de porte médio. Porém, no caso de alguns colegas, teve relatos graves com pitbull, em que arrebentaram o portão ou até mesmo estavam na rua. Foi necessário tomar a vacina", explicou.
 
Concessionárias da capital realizaram, este ano, treinamento com funcionários para prevenir ataques de cães
A concessionária explicou que, com o aumento de ocorrência este ano, foram dadas recomendações aos coletores. Em nota, a assessoria de imprensa disse que também procurou especialistas e conseguiu efetuar um treinamento, com o uso de cães do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
 
Na Águas Guariroba, onde o curso também já foi realizado, a prevenção colaborou na redução de registro de ataques de cães a leituristas. A parceria com o Bope também foi direcionada para operadores de campo, totalizando 42 participantes. Em 2019, dois funcionários se feriram. No ano anterior, foram 7 ocorrências do tipo registradas.
 
Na ocasião, o técnico de segurança do trabalho da Águas Guariroba, Fabio Barbosa Cruz, ressaltou os métodos que devem ser aplicados. "São maneiras de evitar situações favoráveis a um ataque", comentou.
 
No caso de objetos cortantes, média é de 2 a 3 trabalhadores feridos semanalmente
A rotina, ao manipular o lixo doméstico, também inclui os possíveis acidentes com vidros e agulhas. Conforme a Solurb, a média é de 2 a 3 trabalhadores feridos por semana na capital sul-mato-grossense. No ano anterior, o registro é de 431 trabalhadores afastados da coleta. Neste ano, até o mês de março, também já foram contabilizados 136 notificações de acidentes na rotina dos coletores. Feridos, eles amargam a rotina de aguardar a cura, enquanto as pessoas resistem em descartar o próprio lixo de forma errada, principalmente quando possuem objetos cortantes.
 
"Nós estamos sempre na correria, fica difícil observar sacola por sacola. Na vez em que eu me machuquei, lembro que a médica me deu cinco pontos e disse: mais um pouquinho você perdia o tendão. Depois, fiquei mais esperto e agora saio gritando nas casas: olha o vidro, tem vidro na sacola. A partir daí, percebi que muitas donas de casa mudaram o comportamento e até mandam bilhetes na sacola. É uma atitude simples, mas, até já fui chamado para dar palestras e falar da minha experiência", comentou na ocasião Fabiano Soares.
 
Estatísticas mostram que coletores transitam na contramão da segurança
Conforme as estatísticas do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o grande número de ocorrência mostra que os coletores transitam na contramão da segurança. Entre os anos de 2012 e 2018, também foram registrados 1.434 acidentes com coletores ao manipularem o lixo domiciliar na cidade, superados apenas por técnicos de enfermagem, com 1.764 ocorrências.
 
A concessionária ainda ressalta que 1,3 mil trabalhadores atuam na capital sul-mato-grossense, sendo que eles podem se ferir com objetos como vidro, espetos, palito de churrasco de madeira, seringas e pontas de faca.
 
Campo Grande possui ao todo 170 pontos de entrega para descarte de resíduos sólidos, diz Solurb
Com relação aos pontos de entrega, no qual as pessoas podem destinar o vidro, papel, plástico, garrafas pet, óleo de cozinha, metal, entre outros, são 170 na cidade. Em seguida, tudo é destinado para três cooperativas e também associação de catadores, que fazem a triagem do que será encaminhado para reciclagem.
 
Já os lixos hospitalares devem ser descartados em postos de saúde, para posteriormente serem incinerados. No caso de carcaças de animais mortos, o descarte é feito pela Solurb. A pessoa precisa liberar para a concessionária e aguardar o prazo de até 24 horas para o recolhimento.
 
Os lixos hospitalares devem ser descartados em postos de saúde, a fim de serem recolhidos e incinerados. Já carcaças de animais mortos, são descartadas pela Solurb. É preciso entrar em contato e esperar, que dentro de 24 horas, o animal será recolhido para incineração.
 


Fonte: G1 - Mato Grosso do Su


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