




O crescente número de latrocínios de taxistas, por todo o país, fez surgir em Manaus, onde sete taxistas morreram recentemente, um movimento da categoria que cobra das autoridades apoio para a implantação de cabines blindadas nos veículos, considerados de utilidade pública.
Na prática, os taxistas não tem como bancar uma blindagem de cabine que envolve, principalmente, a colocação de uma “parede” de vidro separando motorista do usuário, e a proteção balística nos bancos dianteiros. Só com a colaboração do governo, inclusive com uma mudança na legislação, para favorecer a categoria, que fica à mercê dos bandidos, seria possível aos profissionais trabalhar com mais segurança.
Segundo estudo da Comissão de Taxistas Auxiliares e Permissionários Autônomos de Manaus, esse tipo de cabine já é utilizada em diversas cidades do País nas quais o índice de mortalidade dos taxistas caiu a zero. Cidades do Sul do Brasil, como Caxias do Sul e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, Itajaí e Blumenau, em
Santa Catarina já tem legislação que regulamenta o serviço de táxi onde é prevista a instalação de cabine blindada.
Em Manaus, a reivindicação é a mesma. A idéia é que a Câmara Municipal autorize propaganda nos táxis, o chamado “Taxidoor” como, por exemplo, luminosos sobre o teto dos veículos, cuja receita seria aplicada na instalação e manutenção de cabines blindadas.
Outras medidas, que já foram tentadas, como o botão de pânico, GPS e linha direta, não garantiram a integridade física dos motoristas de táxi, que sofrem com a violência urbana.


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