




A Câmara Municipal de Campo Grande (MS) realizou na última sexta-feira (09) o Seminário “Ações Preventivas em Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção”. No evento realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pela Fundacentro, que contou com o apoio da CGTB e teve rodadas de palestras e orientações de especialistas sobre a prevenção de acidentes que ocorrem no ambiente de trabalho, também foi lançada uma cartilha com orientações que fazem parte da campanha de conscientização das empresas e da sociedade.
O presidente da CGTB-MS e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campo Grande (Sintracom-MS), Samuel da Silva Freitas, disse que “com os altos números de acidentes de trabalho que tem ocorrido este ano no Mato Grosso do Sul, inclusive com três mortes, a CGTB foi buscar apoio do poder público para fazermos essa cartilha e buscar conscientizar os trabalhadores e empresas sobre a importância de se utilizar o Equipamento de Proteção Individual (EPI) para que esses acidentes diminuam”.
“E essa campanha de conscientização não vai parar com esse seminário. Em 2012 ela continua de forma efetiva, com a realização de palestras nos canteiros de obras. Também vamos conversar com os trabalhadores informais sobre a importância de ter registro na Carteira de Trabalho, principalmente para eles e seus familiares ficarem amparados em caso de acidente de trabalho”, falou Samuel, que também é vice-presidente da CGTB Nacional.
O vereador Alex (PT) ressaltou: “o que nós estamos fazendo hoje aqui vai contra uma cultura, uma forma de pensar e agir da nossa sociedade. Temos de observar a situação do trabalhador. Saber como está o ambiente de trabalho dos trabalhadores. Nós, da Câmara Municipal e todas as entidades, estamos aqui para dizer um não contra a precarização do trabalho, contra o trabalho escravo”.
“A situação dos acidentes de trabalho na construção civil só vai mudar quando tiver formação profissional para os trabalhadores. A pessoa que trabalha na obra não passa por curso, tem uma formação intuitiva, não recebe qualificação. Por isso, não aprende a questão da segurança, não recebe formação”, explicou Jofilo Moreira, diretor técnico nacional da Fundacentro.
A presidente da Fundação Social do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funsat), Luiza Ribeiro Gonçalves ressaltou a importância de haver material disponível, não só na construção civil, mas em todos os setores. "Na Funsat, todos os cursos comportam uma carga mínima de oito horas voltadas para a segurança e saúde do trabalhador, e este material, produto de uma parceria entre os vários órgãos ali presentes, é fundamental".


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