A
Importância do Gerenciamento de Riscos Corporativos
Das Finanças à
Segurança.
Adilson Alcântara (*)
Risco, numa conceituação vinculada a gestão econômico-financeira, pode se definido como uma medida da incerteza associada aos retornos esperados de investimentos. Um exemplo simples é dado por um empresário que investe em um empreendimento imobiliário. No final da fase de construção, diante de condições de mercado possivelmente não antecipadas, desvios podem acontecer em relação aos ganhos inicialmente esperados. Um segundo exemplo é dado por um produtor agrícola. Digamos que este cultive soja para exportação. Pode acontecer, quando da colheita, que preços internacionais pressionados por condições “desfavoráveis” aos interesses do produtor (como uma grande produção de soja em países como EUA) levem a desvios nos ganhos inicialmente esperados quando do plantio. Um terceiro exemplo é dado pelo administrador de um fundo de investimento. Este pode, diante de condições de mercado não antecipadas corretamente (digamos, uma desvalorização cambial) causar perdas aos seus investidores.
O
risco está presente na rotina de qualquer investimento (financeiro ou não).
Risco não é um conceito novo. Em finanças, a Teoria Moderna das Carteiras,
que se originou do trabalho pioneiro de Markowitz, já existe por mais de quatro
décadas. Esta teoria está baseada nos conceitos de retorno e risco. Risco
assumiu sua justa posição de destaque somente recentemente, seguindo-se aos
acontecimentos (colapsos, socorros emergenciais, disputas judiciais, etc.)
relacionados a nomes como Barings Bank, Procter&Gamble, Bankers Trust,
Gibson Greetings, Orange County, Metallgesellschaft, Long Term Capital
Management, etc.
Risco
é um conceito “multidimensional” que cobre quatro grandes grupos: risco de mercado,
risco operacional, risco de crédito e risco legal. Muito embora o gerenciamento
dos riscos corporativos deva sempre ser considerado de uma forma conjunta, por
uma questão de facilidade de leitura, apresentaremos as quatro dimensões do
risco separadamente.
As
Quatro Dimensões dos Riscos Corporativos
O
risco de mercado pode ser definido como uma medida da incerteza relacionada aos
retornos esperados de um investimento em decorrência de variações em fatores
de mercado como taxas de juros, taxas de câmbio, preços de commodities e ações.
Dois
exemplos de risco de mercado são:
1)
Um joalheiro que mantém uma grande quantidade de ouro, prata e platina para seu
trabalho diário. As variações dos preços destes metais preciosos no mercado internacional
causa variações no patrimônio de sua joalheria.
2)
Uma seguradora que é obrigada na sua tarefa diária a administrar seu
ativo-passivo. O fato de seu ativo estar aplicado em papéis pré-fixados ou pós-fixados
leva a diferentes variações no seu patrimônio diante de variações
repentinas nas taxas de juros.
O
risco operacional pode ser definido como uma medida das possíveis perdas em uma
instituição caso seus sistemas, práticas e medidas de controle não sejam
capazes de resistir a falhas humanas ou situações adversas de mercado. Dois
exemplo de risco operacional são:
1)
Uma subsidiária de um conglomerado industrial que toma decisões estratégicas
sem consultar a matriz.
2)
Uma administradora de cartão de crédito que não investe recursos em base
regular de forma a evitar a ação de fraudadores contra si.
O
risco de crédito pode ser definido como uma medida das possíveis perdas em uma
instituição caso
uma contraparte em um contrato, ou um emissor de dívida, tenha mudada sua
capacidade de honrar suas obrigações (quer por default ou degradação de sua qualidade creditícia). Dois exemplos
de risco de crédito são:
1)
Um grande conglomerado financeiro que não diversifica os empréstimos de seu
banco de atacado em diferentes grupos econômicos, áreas geográficas, setores
da economia, etc.
2)
Uma bolsa de derivativos que não acompanha em base contínua a qualidade creditícia
de comitentes operando em seu pregão.
O
risco legal pode ser definido como uma medida das possíveis perdas em uma
instituição caso seus contratos não possam ser legalmente amparados por falta
de representativivade e/ou autoridade por parte de um negociador, por documentação
insuficiente, insolvência ou ilegalidade. Dois exemplos
são:
1)
Disputas onde uma das partes em um contrato derivativo não reconhece suas
perdas, alegando (como já ocorreu no mercado financeiro norte-americano) não
ter capacidade de
compreender todos os riscos de mercado implícitos no contrato.
2)Fraudes
na execução, gerenciamento e/ou cumprimento do contrato.
Integração
do Gerenciamento de Riscos Corporativos
Nem
sempre é fácil diferenciar qual o tipo de risco presente em determinada situação.
O tipo de risco pode variar dependendo da ótica sob a qual o problema é
observado. Ilustramos esta situação por meio de um exemplo bastante simples.
Suponhamos
que a multinacional X tenha entrado em uma operação de swap de câmbio com a instituição financeira Y com o objetivo de
hedgear-se contra variações da taxa de câmbio R$/US$. Suponhamos que a
instituição financeira Y tenha sofrido perdas substanciais em suas posições
proprietárias no mercado acionário por dois motivos:
1)
Uma aposta “errada” em um grupo de ações, muito embora todos os riscos da
operação fossem conhecidos. Neste caso temos risco de mercado.
2)
A segunda parte das perdas deveu-se a um operador que tomou posições no
mercado de futuros sem conhecimento prévio do comitê de investimentos. Neste
caso temos risco operacional devido à
falta de controles internos efetivos.
Devido
a estas perdas, a instituição financeira Y não é mais capaz de honrar seus compromissos
com a multinacional X. Esta última passa a enfrentar risco de crédito devido ao possível não pagamento de compromissos
assumidos pela instituição financeira Y.
Enfrenta
também o risco de mercado, por ter suas futuras remessas internacionais
expostas a variações cambias. Ou seja, o que para a instituição financeira Y
é risco de mercado e risco operacional,
para a multinacional X é risco
de crédito e de mercado.
A Importância do Gerenciamento de Riscos Corporativos
A
importância do efetivo gerenciamento de riscos corporativos é melhor ilustrada
quando lembramos de grandes fracassos/colapsos. John Kenneth Galbraith lembra,
entretanto, que “há poucas áreas do
conhecimento humano nas quais a história importe tão pouco quanto no mundo de
finanças”. Ou seja, há mais interesse em conhecer os sucessos das
pessoas/organizações (como fortunas ganhas, overnight)
do que entender os grandes fracassos/colapsos. Por este motivo é que três
exemplos reais são apresentados a seguir para ilustrar as dimensões “catastróficas”
que a inexistência de um efetivo gerenciamento dos riscos corporativos pode
causar. Estes exemplos são:
1)
De um grande conglomerado alemão (Metallgesellschaft).
2) De um banco britânico (Barings Bank).
3) De um fundo de hedge norte-americano (Long Term Capital Management).
Metallgesellschaft
No
início de 1993, a Metallgesellschaft era o décimo-quarto maior conglomerado
industrial alemão. Contava então com 58.000 empregados. Suas dificuldades começaram
quando sua subsidiária norte-americana, a Metallgesellschaft Refining &
Marketing, decidiu vender contratos de longo prazo (até dez anos de duração)
para distribuição de combustíveis no montante de 180 milhões de barris. Esta
decisão da subdisiária norte-americana foi tomada sem consulta à matriz alemã.
Identifica-se já aqui o risco operacional presente.
A
estratégia de hedge da subsidiária
norte-americana era utilizar o mercado de contratos futuros para reduzir sua
exposição a variações dos preços de petróleo. A grande dificuldade para a
Metallgesellschaft Refining & Marketing é que os contratos futuros sobre
petróleo disponíveis em bolsas de derivativos mundias são todos de curto
prazo. Surgia o chamado basis risk,
oriundo do fato de contratos futuros de curto prazo sobre petróleo estarem
sendo utilizados para gerenciar a exposição de contratos de longo prazo.
Identifica-se
aqui a necessidade de cuidado máximo com o gerenciamento do risco de mercado da
exposição aos preços do petróleo.
O
problema ficou aparente para a matriz alemã quando o preço do petróleo caiu
de $20/barril para
$15/barril em 1993. Quase $1 bilhão em ativos líquidos foram solicitados pelas
bolsas de derivativos como margens para as posições em futuros da subsidiária
norte-americana. Uma dimensão do risco de mercado, o risco de liquidez, estava
presente no problema da Metallgesellschaft.
A
decisão da matriz alemã foi demitir a cúpula de sua subsidiária
norte-americana, e liquidar
todas as posições em futuros e contratos de longo prazo para entrega de
combustíveis. As perdas foram da ordem de grandeza de $1.3 bilhões. O Deutsche
Bank financiou a Metallgesellschaft em $2.4 bilhões, salvando o então gigante
alemão. O preço da ação da Metallgesellschaft caiu de 64 marcos para 24
marcos, levando a perdas de mais de 50% do seu valor de mercado.
Barings
Bank
No
dia 26/fevereiro/1995 as notícias sobre o colapso do Barings chegaram à
imprensa britânica. Um operador de derivativos baseado em Cingapura, Nicholas
Leeson, havia causado perdas da ordem de grandeza de $1.3 bilhões. O valor das
ações do Barings, fiel depositário de parte da riqueza pessoal da monarquia
britânica, com 233 anos de existência, havia desaparecido.
A
história do colapso do Barings inicia-se alguns anos antes, quando Leeson era
visto como o mais
promissor operador da instituição. Em 1994, Leeson obteve pessoalmente quase
20% dos ganhos do Barings. Isto tornou Leeson muito poderoso no escritório do
Barings em Cingapura, sem qualquer supervisão no que se refere aos seus limites
operacionais. Por exemplo, pedidos seus para depósito de margens no valor de $1
bilhão foram feitos e aceitos pela matriz londrina. A falta de controles
operacionais é clara neste ponto.
Leeson
posicionou o Barings em vários derivativos no mercado asiático. A posição
principal era de $7 bilhões em contratos futuros sobre o índice do mercado
acionário japonês Nikkei 225. Estas posições foram tomadas nas bolsa de
derivativos de Osaka (Japão) e Cingapura. Durante os dois primeiros meses de
1995 o mercado acionário japonês (medido pelo índice spot
Nikkei 225) caiu 15%. As posições do Barings sob responsabilidade
de Leeson sofreram perdas enormes. Pior ainda, Leeson achou que ele estava
correto (e o mercado errado!), e tomou posições ainda maiores nos mesmos
contratos futuros, esperando que o Nikkei 225 revertesse sua tendência de
queda.
Diante
do volume de perdas, Leeson abandonou seu posto no Barings de Cingapura,
mandando um fax para seus superiores em Londres com um pedido de desculpas. A próxima
queda observada foi a do próprio Barings, comprado pelo grupo holandês
Internationale Nederlanden Group (ING) por uma única libra esterlina. Leeson
foi condenado a seis anos e meio de prisão pela justiça britânica.
Long
Term Capital Management
As
missões de salvamento financeiro sempre fizeram parte da rotina do mercado
financeiro norte-americano. Exemplos incluem o Franklin National Bank (que em
1974 recebeu US$1.7 bilhões do Federal Reserve Bank), Drysdale Government
Securities (que em 1982, ao quebrar, causou o colapso de várias corretoras de
valores), e o Continental Illinois Bank (que em 1984 recebeu US$ 4.5 bilhões do
governo norte-americano). Um outro exemplo interessante é dado pelo quase
colapso do fundo de hedge Long Term Capital Management que recebeu em 1998 US$
3.6 bilhões de quinze instituições financeiras.
É
importante lembrar primeiramente que:
1)
A lista de instituições financeiras operando com o Long Term Capital
Management incluía
nomes como J.P.Morgan, Deutsche Bank, Citigroup, Union Bank of Switzerland,
Merrill Lynch, Sumitomo Bank, Chase Manhattan, Goldman Sachs, Crédit Suisse
e Morgan Stanley.
2) O Long Term Capital Management propiciou ganhos altíssimos (medidos em US$) durante
os anos de 1995 (45%) e 1996 (41%) para seus investidores.
3)
Entre os administradores do fundo incluíam-se profissionais do mercado
financeiro e acadêmicos (dois ganhadores de Prêmio Nobel da economia)
“brilhantes” como John Meriwether, Robert Merton e Myron Scholes.
A
operação do Long Term Capital Management e suas relações com investidores,
oferece um raro exemplo da combinação de risco
de crédito, operacional e mercado.
Do
ponto de vista de crédito, regulamentadores norte-americanos consistentemente alertaram
para um maior cuidado na concessão de crédito para fundos de hedge. Estas
recomendações foram regularmente ignoradas por instituições operando com o
Long Term Capital Management. Por exemplo, algumas instituições forneceram
linhas de crédito de até US$ 900 milhões ao Long Term Capital Management sem
garantias extras (ou seja, como que operando com instituições de sólida
imagem creditícia).
Do
ponto de vista de risco operacional , o Long Term Capital Management não
fornecia informações detalhadas para seus investidores e contrapartes, mesmo
quando solicitadas.
De
fato, quando comparado à grande maioria de fundos de hedge, o Long Term Capital
Mangement era o que menos fornecia informações, limitando-se a demonstrações
financeiras em uma base mensal, sem maiores detalhes. O motivo alegado para tal
pelos principais responsáveis pelo Long Term Capital Mangement era simples: não
permitir à concorrência conhecer sua estratégia de investimento. O que é
verdadeiramente patético aqui é que investidores e contrapartes aceitavam isto
com naturalidade (até pelo menos seu quase colapso!).
Do
ponto de vista de risco de mercado, o Long Term Capital Management chegou a apresentar
níveis de alavancagem de até 250:1. Também foi o responsável por 30% da
volatilidade do principal índice francês de ações (o CAC40) durante o
primeiro semestre de 1998. Mais ainda, o Long Term Capital Management não fazia
grandes investimentos em sistemas computacionais para o gerenciamento do risco
de mercado, muito embora tivesse dentre seus administradores dois ganhadores do
Prêmio Nobel da economia (e responsáveis pelo desenvolvimento inicial do
teoria de opções e, de forma mais geral, do desenvolvimento teórico de
derivativos).
Além
do socorro de US$ 3.6 bilhões, o Long Term Capital Management custou o emprego
de importantes executivos no mercado financeiro norte-americano e europeu, além
de perdas volumosas para várias instituições (como o Union Bank of
Switzerland, que apresentou um prejuízo de US$ 700 milhões relacionado ao Long
Term Capital Mangement).
Aspectos
Importantes para a Implementação do Gerenciamento de Riscos
Corporativos
Independentemente
da natureza dos negócios afetados nos exemplos mostrados, dos tipos de riscos
que originaram estes fracassos/colapsos, e do tamanho das perdas sofridas, os
cinco exemplos citados ilustram as consequências “catastróficas” da
inexistência de um efetivo gerenciamento de risco.
Fica
claro desde já que o problema de gerenciamento dos riscos corporativos é
delicado: a existência de um único ponto fraco na cadeia do gerenciamento de
riscos corporativos de uma instituição é suficiente para levá-la ao colapso.
Existem
quatro elementos fundamentais para o sucesso na implementação do gerenciamento
de riscos corporativos:
1)
Cultura Corporativa para Riscos.
2) Pessoal Qualificado.
3) Procedimentos Internos.
4) Tecnologia.
Cultura
Corporativa para Riscos
Um
passo importante para a implementação de um gerenciamento de riscos
corporativos é a alta direção estar efetivamente comprometida com o processo.
A existência de uma cultura corporativa, capaz de confrontar e alterar
procedimentos existentes, é apenas um exemplo. Ou seja, a postura de
profissionais que questionam o modus
faciendi da organização de forma objetiva e fundamentada é uma indicação
da existência de uma cultura corporativa para riscos.
É
importante não esquecer que a existência de uma cultura corporativa para
riscos pode até mesmos levar ao aumento da exposição a riscos por parte da
instituição, refletindo-se em maiores exposições entendidas e aceitas de
forma planejada. Ou seja, uma cultura corporativa para riscos não
necessariamente leva a evitar riscos, mas sim a assumi-los e gerenciá-los de
forma planejada.
Pessoal
Qualificado
A
qualificação dos profissionais em uma instituição é parâmetro básico na
análise da mesma. A existência de uma cultura corporativa, observância de
procedimentos internos, e efetivo domínio da tecnologia de gerenciamento de
riscos corporativos, somente são atingidas com pessoal qualificado.
A
qualificação dos profissionais de uma instituição deve ser entendida no sentido mais amplo, envolvendo, por
exemplo, questões relacionadas a caráter, profissionalismo, dedicação,
inteligência e conhecimento (prático e teórico).
Procedimentos
Internos
O
principal objetivo para a adoção de procedimentos internos é o de conferir
poder decisório a pessoas. Procedimentos internos são importantes por
sistematizar o processo de gerenciamento de riscos corporativos. O grande perigo
destes surge somente quando são utilizados incorretamente, como quando usados
de forma abusiva. A falta de procedimentos internos é perigosa por levar a
potenciais conflitos de interesse, e até mesmo desentendimentos (como por
exemplo, por mais poder interno). Um exemplo interessante dos possíveis danos
que procedimentos internos implementados de forma incorreta podem causar é dado
pelo colapso do Banco Barings descrito anteriormente. Leeson tinha quatro linhas
de reporting desde Cingapura para
Londres, em vez de uma única. É recomendável que cada profisional possua uma
única linha de reporting,
explicitamente colocada a todos na organização, de forma a evitar conflitos de
interesse.
Obviamente,
procedimentos internos somente terão sucesso se houver uma cultura corporativa
para riscos na organização.
Tecnologia
O
acesso a tecnologia (tanto hardware quanto
software) faz parte do esforço na
direção de implementar o gerenciamento de riscos corporativos. É preciso, no
entanto, que este acesso seja feito de forma planejada, dando a ênfase
apropriada à tecnologia, sem esquecer dos outros três elementos acima
mencionados.
Riscos em Segurança Empresarial
Afastando-nos
dos requisitos técnicos, que incidem sobre a estrutura do gerenciamento de
riscos, podemos buscar um “link” entre os conceitos de riscos, e a sua
aplicabilidade no dia-a-dia para a área de segurança.
Sabemos que na última década, os riscos trasmutaram-se , e , ampliaram-se, gerando um desafio constante a sua prevenção e contenção. Das fraudes ao roubo de cargas, da espionagem econômica a proteção dos bens, tudo modificou-se, fazendo com que as técnicas até então usadas tornassem-se obsoletas e inúteis para enfrentar os novos riscos.
A
adequação dos riscos as medidas preventivas, com os instrumentos de
gerenciamento de riscos, pode assegurar um escopo maior de proteção, mantendo
as atividades do negócio e suas derivações.
O
gerenciamento de risco , como pudemos ver na parte inicial desse artigo, é
aplicável a qualquer atividade econômica, notadamente aquelas em que a concorrência
ou o mercado, mostram que instabilidade ou situações indesejadas, venham a
comprometer a produção de bens, riquezas ou serviços. Isso significa que os
riscos de “insegurança”, são
riscos negociais, que comprometem e arriscam a continuidade dos negócios e a
sobrevivência da organização.
O trabalho da segurança, num conceito de gerenciamento de riscos, consiste em basicamente, estudar e analisar o quê, como e onde podemos ter “perdas & danos”, e estruturar-se para que esses acontecimentos sejam neutralizados, contidos ou em ultima análise, administrados de forma a buscar-se a redução dos eventos indesejados.
Adilson Alcântara
(*)
O autor é Especialista em Gerenciamento de Riscos,
Analista de Informações, Consultor em Segurança Corporativa. Preside o
Conselho Nacional dos Agentes de Investigações
- CONFAI